Começo hoje aqui no blog uma série de quatro posts mostrando o trabalho superinteressante da Audi no campo do design sensorial. Isto é, as equipes por trás do olfato, tato, audição e visão provocados pelos carros da marca e que cuidam para que a experiência emocional de dirigir um Audi seja perfeita. Olha só!

O papel deles é meter o nariz em tudo. Não estou falando dos enxeridos em geral, mas sim do time de experts em odores da Audi. A equipe “Nariz” tem como missão descobrir cheiros desagradáveis nos carros.

O Nariz da Audi funciona desde 1985 e foi pioneiro neste segmento, criando os padrões de aromas hoje usados por todas as montadoras alemãs. A equipe é formada por duas mulheres e quatro homens, que, como é de se imaginar, tem narizes sensibilíssimos. Essa galera ainda tem que fazer alguns sacrifícios em nome do trabalho: não podem fumar de jeito nenhum, usar perfumes ou loções de barbear. Mesmo os aromas mais sutis interferem na avalição dos carros. Ah… e alho fica fora da dieta deles!

Couro que cheira a peixe, tapetes que parecem cebola e mesmo materiais que possam emitir cheiros tóxicos são descartados pela Audi. Esses profisionais têm que avaliar cerca de 500 componentes no interior do carro. Do começo da montagem ao fim. A ideia não é conseguir um carro sem cheiro, mas um carro com cheiro “natural” que colabore com a sensação de conforto geral do carro e chegue ao inconsciente de quem está no veículo.

A escala de avaliação usada vai de 0 (“sem cheiro”) a 6 (“insuportável”). Apenas materiais como vidro, pedra, cerâmica e metal não tem cheiro. Para passar no teste da Audi, o material deve marcar entre 1 e 3. A partir de 4 (“desagradável”) ele já está fora!

O teste todo rola da seguinte maneira: uma amostra de uma das partes do carro (como a borracha da janela) é retirada e colocada num pote de vidro hermeticamente fechado. Imagine aqueles potes de vidro pra compotas? São esses mesmos.  Eles são perfeitos para isso.

O pote de vidro é então aquecido a 80 graus Celsius por duas horas. Daí cada membro da equipe abre a tampa, cheira e passa para o colega. Cada um faz sua avaliação em separado e juntos chegam a uma média.

No caso de amostras “maiores”, que não podem ser cortadas em pedacinhos, como o painel, os materiais são colocados em câmaras e aquecidos da mesma maneira. Outra coisa que eles avaliam é a interação dos odores de diversas partes do carro. Para isso, esquentam o veículo inteiro a 80 graus Celsius e o narizes, então, pulam lá pra dentro rapidinho para avaliar todos os cheiros juntos. Imagina o calor?

No final, depois de tantas privações e calor, os narizes da Audi chegam a sua obra-prima: o cheirinho de carro novo que todo mundo tanto gosta!

PS: Já existem narizes eletrônicos. Mas, segundo Heiko Lüssmann-Geiger, o chefe do Nariz da marca, eles não chegam nem perto da capacidade de um nariz humano. Por isso mesmo, essa equipe deve ter uma vida bem longa dentro da Audi!

3 comentários para “Design sensorial Audi: O Olfato”

  1. [...] do “Olfato”, chegou a vez de falar do pessoal do “Tato”, cujo nome formal é “equipe háptica”. O dia a [...]

  2. [...] anteriores da série “Design Sensorial” eu falei pra vocês do cuidado da Audi em relação ao Olfato e ao Tato. Pois agora chegamos a [...]

  3. [...] que eu escrevi uma série de posts sobre o Design Sensorial da marca. Falei sobre a galera do Nariz, do Ouvido e do [...]

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Guto Kleien

Guto Kleien

É editor da @AudiBR


Meu nome é Guto Kleien.
Sou um jornalista apaixonado por carros e alcancei minha realização profissional quando fui convidado para ser o embaixador da Audi nas redes sociais.
Aqui e nos outros canais eu vou compartilhar diversos conteúdos e todas as minhas experiências com essa autêntica marca alemã. Se você também é fissurado em design, sofisticação e velocidade, aperte o cinto e siga-me.

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