Esse sketch acima demonstra tudo aquilo que a Audi quer no momento: um Audi clean, representativo da marca (pois existem, sim, ecos do Audi A3 – eu disse ecos), que se insira no segmento de sub-compactos e como um carro de entrada. Sem dúvida é um movimento estratégico ousado para a montadora alemã que vai reverberar em muitos países. No Brasil, inclusive.
Alardeado como um carro cujo target são apenas mulheres, eu arrisco escrever que não é bem assim. Pelo contrário, o target é diversificado. Para o Brasil, é provável que cheguem as versões a gasolina, que são duas: 1.2 85 cv e 1.4 turbo TFSi 122 cv. Essa última, obviamente, será a mais desejada por viciados em adrenalina, já que é capaz de fazer de 0 a 100 km/h em 9,1 segundos se a caixa for S tronic (e provavelmente terá controle de largada!). Soma-se os faróis de LED herdado do novo A8, som Bose e 14 alto-falantes.
Legal, todos esses features de loucos por carros são direcionados a homens e mulheres aficcionados por emoção e números. Muito bom. Mas o que mais chama a atenção aqui é o fato de ser um carro feito para a cidade. Imagine: 3,95m de comprimento para você estacionar em qualquer vaga. Acabou-se a pergunta: “Será que cabe?”. Tem mais: sistema start-stop, para o trânsito. Parou o carro na Av. Paulista? O carro se auto-desliga e volta a funcionar somente ao apertar o acelerador. Parado ainda na Av. Paulista? Pode usar o sistema multimídia no monitor LED de 6,5 polegadas sensível ao toque (herdado do novo A8 também). Além disso, você pode configurar muitas características no exterior e também dentro do carro, como colocar LEDs nas luzes de leitura y otras cositas más. Ou seja, é um carro urbano.
Os mais viciados ainda, podem aguardar a versão Sportback de 5 portas e para os que não estão se aguentando por motorizações mais envenenadas, podemos seguramente dizer que vai haver uma versão S-line. Um S1 vem a calhar, não?


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