Oi, pessoal. Depois de ver os maiores carrões do mundo e desejar que o 2011 chegue mais rápido para ter o A1 no Brasil, deixei Genebra ainda no domingo em direção a Ingolstadt, a cidade da sede da Audi. Curiosamente, a cidade fica perto de Munique, onde estive antes de ir ao Salão, e faz parte da área metropolitana muniquense.
Só para ilustrar um pouquinho vai umas curiosidades sobre esta cidade: ela foi citada diversas vezes no romance Frankenstein, de Mary Shelley. Ali fica a Universidade “frequentada” pelo doutor Viktor Frankenstein. Outra boa história é que a sociedade secreta dos Illuminati foi fundada em 1776 por Adam Weishaupt lá também. Então, dá para imaginar que essa, que originalmente era uma espécie de cidade-fortaleza, tem um clima completamente medieval e uma porção de museus para visitar. Não tive tempo, claro. Bom, deixa o lado lúdico pra lá e vamos direto para o que interessa.
Assim que cheguei na cidade, vi de passagem o Audi Museum Mobile, o museu móvel, parada obrigatória para os “carromaníacos”. Vale falar dessa atração em um outro momento. Agora vou me concentrar na fábrica que, em si, já tem muita história. No período pós-guerra, em 1945, imagine: o local funcionava como depósito de peças para armas militares. Ali começaram a ser produzidos os primeiros DKW, que foram avançando rapidamente até a fusão de DKW, Wanderer, Audi e Horch na criação da Auto Union GmbH e que, posteriormente, se transformou em Audi.
Em 2000, foi inaugurado o complexo que abriga a fábrica e o Audi Forum Ingolstadt, uma combinação de museu, fórum, o Market Restaurant e o restaurante Avus, cinema, o Audi Shop e o centro de serviços. É para passar um dia inteiro mesmo, é bom estar preparado. Hoje a área ocupada pelo complexo são 200 hectares, o mesmo tamanho que Mônaco e a quantidade de empregados ultrapassa o número de residentes do principado! São cerca de 32.707 empregados dos 124.000 que residem em Ingolstadt – obviamente a Audi é a maior empregadora da região.
Passamos por 11 estações diferentes dentro da fábrica, mas como não pude tirar fotos (as que usei para este post são fotos de divulgação), vou descrevê-las. Começamos a visita pela seção de Elétrica/Eletrônica, onde são criados e executados os sistemas multimídia, LEDs e outras tecnologias que a Audi vai levar para todos os seus carros.
Depois de passar pela área de Desenvolvimento de Motores, onde são produzidos os blocos, fomos ao “Túnel de Vento”, onde são simuladas situações climáticas variadas e os carros são submetidos a testes extremos. Em seguida, e nessa parte eu fiquei muito extasiado, fomos ao Centro de Pesquisa de Segurança. Nossa. Amigo, ver os carros voando em direção a uma parede de concreto para ver o quanto eles se destroem joga muita adrenalina no sangue. Você fica esperando o carro se desintegrar, mas o mais impressionante é que não. Amassam, claro, mas não se destroem. Eles foram feitos, mesmo, para durarem muito e “sobreviverem” às situações mais extremas. O boneco que faz as vezes de motorista, nos dois testes que presenciei, saiu ileso de batidas muito fortes. Segurança realmente é um dos fortes da Audi.
Dali seguimos para as seções de Produção em si, como a Produção de Peças, Estamparia, Armação de Carrocerias e Pintura. Aqui, a automação atinge cerca de 97%. Uma dança silenciosa de robôs que bem ensaiados poderiam estrelar um espetáculo do Cirque du Soleil. Seguimos, então, para a Montagem (fotos abaixo), obviamente a maior seção de toda a fábrica, equipada com piso de madeira de baixo impacto e equipamentos ergonômicos, que permitem que carros inteiros sejam erguidos por pessoas sem esforço algum. É o domínio do homem sobre a máquina! Hehe . Ah! Um dado legal: é possível montar um carro em 4 horas e meia. O processo todo, desde o motor à montagem, demora apenas 17 horas.
Para finalizar a visita, chegamos ao Controle de Qualidade com seus inúmeros testes e verificações, de vazamentos a detalhes no acabamento. Aliás, meu amigo, que acabamento. Um banco de couro, por exemplo, tem 36.000 pontos de costura por assento!
Mas a Audi não se preocupa apenas com a qualidade dos seus carros, mas com a qualidade do mundo que vivemos. A sede de ingo foi totalmente adaptada para diminuir ao máximo a emissão de CO2 na atmosfera durante a produção dos carros. E com esta maximização, através do uso eficiente de recursos, conseguiu reduzir em 19 mil toneladas por ano e conquistar o ISO 14001!
Em linhas muito gerais é assim que um Audi sai do projeto e chega às ruas. E realmente é uma experiência única. O vídeo que postei abaixo mostra um pouco do processo. Mas garanto que ao vivo é mais gostoso. Tomara que um dia você possa viver isso também. Será? Um passarinho me contou que talvez possa. Vamos ver!
P.S.: É possível fazer um tour virtual, que passa pelos exatos locais que passei, neste link aqui.







Hum, gostei desse “um passarinho me contou que talvez sim”…
Abraços
Pois é, Valdir, quais surpresas nos aguardam, não é?
Abraço
Guto.